O Planeamento para jovens
Portuguese Basque Catalan English French Galician German Italian Spanish

 

Normalmente ao falarmos do “Treino com Jovens” nos escalões de Infantis, Iniciados e mesmo de Juvenis, preocupamo-nos em definir os grandes objectivos no que respeita à filosofia de trabalho e à escolha dos principais conteúdos de treino a utilizar nestas idades, mas na maior parte das vezes não damos uma grande importância ao planeamento e periodização do macrociclo de treino, não havendo assim, a preocupação de programar o treino em termos da sua periodização anual, de acordo com as necessidades e características dos atletas dos escalões mais jovens.

Quando isto acontece, ou seja, quando não há uma programação e uma periodização do treino específica para estes escalões, normalmente ocorrem dois tipos de situações diferentes, ambas muito negativas e com prejuízos para a formação e evolução dos atletas mais jovens. Uma situação comum, principalmente em treinadores que treinam os mais jovens misturados em grupos de atletas mais velhos, é utilizarem o planeamento e a periodização anual do treino dos atletas juniores e seniores, e fazer o mesmo com os Juvenis, os Iniciados e os Infantis, adaptando apenas o Período Competitivo à calendarização das provas para estes escalões. A outra situação é não haver qualquer tipo de programação anual, e as sessões de treino sucederem-se umas às outras ao longo do ano, sem que haja uma linha de rumo definida e qualquer continuidade ou lógica de evolução ao longo da época.

Não basta ter o cuidado de adaptar os conteúdos, os meios e as cargas de treino às características e necessidades dos atletas mais jovens, organizar sessões de treino perfeitamente adaptadas aos escalões de formação, e depois ir colocando essas sessões ao longo do ano de forma completamente aleatória, ou então seguindo uma lógica do treino dos seniores.

Não nos podemos esquecer que o principal objectivo do planeamento do treino com seniores é o rendimento, ou seja, planear a época para que o atleta consiga optimizar todas as suas capacidades e atingir o pico de forma durante o Período Competitivo, principalmente nos momentos altos da época. Contudo, o treino nos escalões de formação não está dependente das competições, tendo sim como principal objectivo a evolução sustentada das capacidades físicas, coordenativas, técnicas e psicológicas dos atletas mais jovens.

Sendo assim, o tempo dedicado à preparação nos atletas mais jovens, ou seja os Períodos de Preparação, tomam uma importância fundamental na organização e periodização anual do treino nestes escalões, ao contrário do que acontece com a competição e os Períodos Competitivos.

Podemos dizer que este é um dos aspectos determinantes para o planeamento do treino com jovens e a principal ou uma das principais diferenças relativamente ao treino dos seniores:

- Maior importância e maior duração do Período de Preparação no treino dos jovens, relativamente ao treino dos seniores.

- Menor importância e menor duração do Período Competitivo no treino dos jovens relativamente ao treino dos seniores.

E porquê este maior Período de Preparação:

- Porque permite haver mais tempo para a aquisição e consolidação de uma boa condição física de base, ou preparação física geral.

- Porque permite haver mais tempo para o desenvolvimento das capacidades físicas e coordenativas fundamentais em cada fase do desenvolvimento.

- Porque permite haver mais tempo para a aprendizagem, aperfeiçoamento e consolidação dos gestos técnicos de base e da técnica das diferentes disciplinas do atletismo.

- Em resumo, porque permite haver mais tempo para o TREINO.

Isto não significa de forma nenhuma que devemos desprezar a competição nos escalões mais jovens, ou que a participação competitiva nas etapas de formação é um factor negativo. A competição é também um elemento fundamental na formação dos jovens atletas, desde que os treinadores saibam aproveitar o potencial formativo e motivacional da actividade competitiva.

A competição não pode ser nunca o principal objectivo do treino com jovens, nem a mola real que tudo faz girar á sua volta, condicionando toda a preparação e planeamento do treino com jovens com o objectivo de preparar a participação competitiva. Esta á a lógica do treino de rendimento, e é por isso de não devemos copiar a periodização do treino dos seniores para os escalões mais jovens.

A competição deve aparecer durante a época com os seguintes objectivos:

- Como um momento em que os jovens vão avaliar os seus progressos ao nível do desenvolvimento das capacidades físicas e das aprendizagens técnicas.

- Como um momento de convívio, de festa e de grande motivação para o treino e para a prática do atletismo.

- Como um momento de superação individual.

- Como um momento privilegiado para a aprendizagem em termos de uma atitude correcta e adequada de “participação competitiva”, que deve ser treinada desde o inicio

O facto do Período Preparatório dos jovens ser mais extenso, não significa que os jovens não possam competir durante todo esse tempo. A diferença é que a participação competitiva durante o Período de Preparação, não significa alterar todo o treino em função dessas competições. Vamos dar um exemplo para percebermos melhor o significado deste conceito.

A aprendizagem da Técnica de barreiras e do rimo de corrida para as provas de Barreiras, deve ser feito de forma que a velocidade de deslocamento (até à primeira barreira e entre barreiras), a velocidade de execução (na transposição das barreiras) e a frequência da passada de corrida (no ritmo de corrida entre barreiras), sejam factores sempre presentes no treino desta disciplina, tão importante nas etapa de formação. Para que isso seja possível é fundamental utilizar no treino barreiras mais baixas que as utilizadas em competição e distâncias entre barreiras mais curtas do que as utilizadas em competição. Mais ainda, é fundamental adaptar as alturas e as distância às características de cada jovem, o que significa que podemos ter no treino do mesmo escalão etário jovens atletas a treinarem barreiras com alturas e distâncias diferentes. 

Contudo, todos sabemos que as alturas (0,76m) e as distâncias de barreiras utilizadas em competição para os escalões de Infantis, estão completamente desadequadas às características da grande maioria dos jovens nestes escalões. Como há competições de barreiras para Infantis logo a partir de Dezembro, os treinadores têm duas opções:

- Preparar os jovens para a próxima competição. Nesse caso, que no nosso entender é a pior opção, os jovens deixam de fazer o treino mais adequado (barreiras baixas e distâncias curtas), que promove o ritmo rápido, a velocidade e a transposição rápida das barreiras, para irem treinar com barreiras altas e à distância de prova, o que tem com consequência o aparecimento de erros técnicos na transposição das barreiras, a automatização de ritmos lentos, saltados e com passadas de corrida demasiado largas entre barreiras e logicamente a perda de velocidade de deslocamento e de execução, ou seja, criar adaptações altamente prejudiciais ao treino das barreiras.

- Preparar os jovens para serem bons seniores no futuro: Não dar qualquer importância a essa competição (porque é desadequada para aquele momento da época) e continuar a treinar de forma correcta. Os jovens podem entrar em provas de velocidade, saltos e lançamentos, para não deixarem de competir.

É lógico que o calendário competitivo deve reflectir as principais preocupações em termos de desenvolvimento e de formação. Não tem lógica ensinarmos uma coisa nos Cursos de Treinadores e depois na prática os calendários competitivos indicarem um caminho completamente diferente, como acontece em muitas Associações Distritais no caso das provas de barreiras. Este é um dos principais trabalhos dos Directores Técnicos Distritais. Por exemplo na Associação de Atletismo da Madeira, as alturas e distâncias das barreiras têm uma progressão ao longo da época que permite acompanhar a evolução e o desenvolvimento dos jovens. Excelente.

  

Conceitos Fundamentais da Periodização

(e adaptações possíveis para o treino com jovens)

O treino organiza-se em função de unidades estruturais básicas – as sessões de treino – o dia de treino (que pode ter uma ou mais sessões de treino), o microciclo, o mesociclo, o macrociclo e o ciclo multianual (que pode incluir um ou mais ciclos olímpicos).

 

A Sessão de Treino

A sessão de treino é a unidade estrutural que serve de base para toda a organização do treino. Ao planear uma sessão de treino, o treinador deve ter em conta uma série de factores condicionantes, desde a individualização do treino, adaptando a duração, o volume e a intensidade de cada sessão às características individuais, nível desportivo e estado de forma de cada atleta, até ao enquadramento dessa sessão no dia de treino, no microciclo e mesmo no mesociclo em que está inserida.

A estrutura de uma sessão de treino deve englobar três partes com objectivos distintos:

-         Parte Preparatória: Tem uma função pedagógica, psicológica e fisiológica. O treinador deve informar os atletas sobre os pontos fundamentais do treino e estimulá-los ao nível do empenhamento, procurando uma excitação óptima do sistema nervoso e uma concentração específica nas principais tarefas do treino. Através de exercícios progressivamente mais específicos, procura uma adaptação progressiva aos estímulos, elimina tensões musculares, consegue elasticidade e mobilidade, e aumenta a frequência cardíaca e respiratória e a temperatura corporal.

-         Parte Principal: É a parte do treino mais importante pois contém os meios e os métodos necessários à evolução do atleta. Deve definir-se a sequência das tarefas, trabalhando normalmente no início do treino a técnica, a velocidade e a força explosiva e reactiva, e só depois os outros tipos de força, assim como a resistência. O aperfeiçoamento técnico e o desenvolvimento da velocidade exigem a participação activa do sistema nervoso, e necessitam de uma concentração muito elevada que só é possível quando não existem níveis elevados de fadiga.

-         Parte Final: O principal objectivo é proporcionar ao atleta uma recuperação activa através de exercícios de baixa intensidade e de alongamentos. O treinador deve aproveitar para fazer um balanço do treino, estimular os atletas para a próxima sessão e avaliar os efeitos da carga interna do treino.

 

Treino com Jovens

No treino com jovens a sessão de treino deve manter a mesma estrutura, mas sugerimos algumas adaptações:

1 – Os aquecimentos têm OBRIGATORIAMENTE de ser orientados pelos treinadores. Isso também devia acontecer com os seniores, mas infelizmente verificamos no dia a dia nas nossas pistas que os atletas seniores fazem o seu aquecimento sozinhos sem qualquer participação do seu treinador. Isto não deve acontecer com os seniores e não pode acontecer com os jovens. O aquecimento é uma parte fundamental do treino, e tem de ser orientado desde o seu início pelo treinador. Os jovens treinam menos vezes por semana, têm treinos mais curtos e ainda não estão na fase da especialização, pelo que têm de treinar as diferentes disciplinas e desenvolver todas as capacidades físicas. Assim, a gestão e o aproveitamento do tempo útil é fundamental no planeamento do treino, pelo que o aquecimento deve ser orientado e planeado, de forma a aproveitar a sua duração, não só para aquecer, como para introduzir exercícios para o desenvolvimento das capacidades físicas, da aquisição de uma boa condição física geral e para o aperfeiçoamento dos gestos técnicos de base.

2 – A parte principal do treino não deve restringir-se apenas ao desenvolvimento de uma capacidade física ou ao aperfeiçoamento de uma disciplina técnica, por duas razões. Por um lado a capacidade de atenção e de concentração do jovens é menor que nos adultos e depois de repetirem algumas vezes determinados exercícios começam a fartar-se e a ter alguma dificuldade em continuar motivados e concentrados. Por outro lado, com menos tempo para treinar e com bastantes objectivos em termos de desenvolvimento físico e técnico, há que aproveitar cada sessão de treino para colocar duas ou três situações na sua pare principal.

3 – A parte final do treino deve ser uma altura privilegiada para o treinador conversar um pouco com os seus jovens atletas, fazendo uma análise do que se passou no treino, corrigindo alguns erros de postura e atitude, perspectivando o próximo treino, motivando os jovens para a prática e ir reforçando aspectos fundamentais como a importância da assiduidade e da pontualidade, também do empenhamento, concentração e disciplina durante o treino. Pode ser também um momento de descontracção e para conhecer melhor os seus atletas e os seus problemas.

 

O Microciclo

Tem uma duração que pode variar entre os cinco e os dez dias, mas normalmente corresponde a uma semana de treinos. Compreende um determinado número de sessões de treino, que no seu conjunto formam uma unidade com objectivos específicos.

-         Microciclo Normal: Corresponde ao programa de treinos habitual cujo objectivo é aumentar progressiva e uniformemente a carga de treino e a forma dos atletas. 

-         Microciclo de Recuperação: É utilizado depois de uma carga forte e tem como objectivo permitir a recuperação do atleta, aumentando a sua forma física.

-         Microciclo de Competição: É realizado na semana anterior à competição e o principal objectivo é preparar o atleta para essa competição permitindo-lhe atingir o máximo das suas potencialidades físicas, técnicas tácticas e psicológicas.

-         Microciclo de Choque: O principal objectivo é estimular o atleta, ultrapassando um possível estado de estagnação (Matveiev, 1981). Este tipo de microciclo só deve ser realizado por atletas bem preparados e quando o programa normal de treinos não está a dar os resultados previstos, principalmente no que respeita ao desenvolvimento da força. Normalmente a um microciclo de choque segue-se um microciclo de baixa intensidade ou mesmo de recuperação, embora alguns atletas de elite cheguem a utilizar dois microciclos de choque seguidos.

 

Treino com Jovens

No trabalho com jovens utiliza-se fundamentalmente o Microciclo Normal, pois este é o que corresponde melhor aos objectivos do treino para estes escalões, que passam principalmente pelo desenvolvimento das capacidades físicas e coordenativas e pela aprendizagem e aperfeiçoamento da técnica de base e da técnica das diferentes disciplinas. Como o objectivo do Microciclo Normal é aumentar progressivamente e uniformemente a carga de treino e a forma dos atletas, pensamos que se adapta bem aos objectivos do treino com jovens.

No treino com jovens a carga nunca deve ser demasiado elevada por dois motivos:

- Porque os atletas mais jovens ainda não estão preparados para suportar cargas muito intensas, quer ao nível do seu desenvolvimento físico e fisiológico, quer ao nível da sua capacidade de recuperação. Ao trabalharmos com cargas demasiado intensas não vamos permitir que haja a supercompensação e que os atletas recuperem na totalidade para o treino seguinte, e por outro lado estamos a sobrecarregar uma estrutura óssea muscular e ligamentar ainda em desenvolvimento. O treino demasiado intenso nos escalões mais jovens é muitas vezes o factor determinante para a estagnação na evolução dos resultados e a causa do abandono precoce da prática do atletismo.

Sendo assim, estão completamente excluídos do treino com jovens os Microciclos de Choque. Outra consequência do treino não ser demasiado intenso, é que também não há tanta necessidade de se utilizarem Microciclos de Recuperação. A utilização destes Microciclos com cargas mais leves, ou com menos dias semanais de treino, pode ser utilizado no treino com jovens de forma diferente do treino dos seniores. É muito importante que os treinadores de jovens estejam atentos à vida escolar dos seus atletas e que saibam quando são os períodos em que eles têm mais testes e exames. Se isso acontecer, podem programar o treino de forma a que os Microciclos de Recuperação coincidam com os períodos mais intensos em termos de testes, para que um treino mais curto e menos intenso, assim como uma redução do número de treinos semanais, permitam aos jovens ter mais tempo para estudar e estarem menos fatigados. A conciliação dos estudos com o treino é um factor determinante para o sucesso no desporto e para o envolvimento e aceitação dos pais pela actividade desportiva dos seus filhos, e logicamente um aspecto do qual os treinadores não se podem divorciar.

Quanto aos Microciclos de Competição, podem existir, mas em quantidade muito menor do que acontece com os atletas seniores e apenas em determinados momentos ao longo da época. A implementação sistemática de Microciclos de Competição ao longo do ano, como se fosse muito importante preparar todas as provas em que os jovens participam, vai quebrar a continuidade do trabalho e inverter a lógica do treino nestas idades. Mesmo quando há uma competição no fim de semana, pode-se utilizar durante a semana um Microciclo Normal.

 

O Mesociclo

A sua duração pode variar entre as três semanas e os quatro meses (mesociclo longo) e a sua construção engloba um determinado número de microciclos, que se organizam  da melhor forma para atingir um objectivo comum. Por exemplo:

-         Normal – Normal – Normal – Recuperação.

-         Normal – Normal – Choque – Recuperação.

-         Choque – Normal – Choque – Recuperação.

-         Normal – Introdutório – Competição – Recuperação.

-         Recuperação – Normal – Normal – Recuperação.

-          

Pelas características e objectivos específicos distinguem-se vários tipos de mesociclos:

-         Mesociclo Introdutório: É utilizado no início da época e serve para fazer a ponte entre o Período de Transição e o Período preparatório.

-         Mesociclo de Base: Para o desenvolvimento das capacidades funcionais específicas.

-         Mesociclo de Controlo: Transição entre um Mesociclo de Base e  de Competição.

-         Mesociclo de Competição: Tem como objectivo permitir a recuperação activa e sistemática dos atletas após o trabalho com cargas fortes, e preparar as competições.

 

Treino com Jovens

 

Com os atletas mais jovens podem utilizar-se todos os tipos de mesociclos, com as devidas adaptações às características destes atletas e aos objectivos do treino.

O Mesociclo Introdutório pode ser utilizado no início da época com dois objectivos. Para os atletas que já treinavam é um momento de voltar progressivamente à actividade após as férias. Para os atletas que estão a começar é uma altura excelente para a aprendizagem dos elementos técnicos de base, como por exemplo a técnica de corrida, para uma primeira abordagem técnica das várias disciplinas, e para começarem a subir progressivamente os seus níveis de condição física, de forma a estarem aptos a acompanharem mais facilmente os seus colegas mais experientes, no final deste mesociclo.

O Mesociclo de base deve ser o mais utilizado ao longo da época, com o objectivo de desenvolver as capacidades físicas e técnicas ao longo do macrociclo.

O Mesociclo de Controlo é bastante importante no treino com jovens, embora deva ser encarado numa perspectiva diferente. Os treinadores devem definir uma bateria de testes ao nível do controlo e avaliação das capacidades físicas, e também ao nível do controlo das aquisições da técnica das diferentes disciplinas. Depois de definir as capacidades a testar, os testes a utilizar e as condições de realização de cada teste, há que definir quais são os momentos de realização deste testes ao longo do macrociclo e incluir esses momentos no planeamento anual. O treinador pode assim reservar um ou duas semanas para a realização desta bateria de testes três a quatro vezes por ano.

Quanto ao Mesociclo de Competição, também deve existir no treino com jovens, embora seja suficiente a realização de um, ou no máximo dois Mesociclos de Competição por ano.

 

O Macrociclo

Tem uma duração que normalmente varia entre seis meses e um ano e engloba um determinado número de diferentes tipos de mesociclos, tendo como objectivo melhorar todos os factores que condicionam o rendimento de um atleta ou de uma equipa, para se atingir o máximo da forma na altura das competições mais importantes. Os dois tipos de macrociclos mais habituais são a periodização simples (um ano) ou a dupla periodização (época de Inverno e época de Verão), embora possa haver uma organização do treino que contemple três ou quatro macrociclos anuais (por exemplo o Método ATR).

Exemplos do encadeamento de vários mesociclos que compõem um macrociclo:

-         Mesociclo Introdutório – Mesociclo de Base  – Mesociclo de Controlo (controlo do treino e da forma física e técnica do atleta) – Mesociclo Pré-Competitivo (participação em competições secundárias) – Mesociclo de Competição.

-         Mesociclo Introdutório – Mesociclo de base (preparação geral) – Mesociclo de Base (preparação especial) – Mesociclo Pré-Competitivo – Mesociclo de Competição.

 

Modelos Tradicionais de Planificação do Treino (Matveiev)

A sua teoria da periodização anual do treino que divide o ciclo anual em três períodos claramente diferenciados no seu conteúdo e na sua orientação – Preparatório, Competitivo e Transitório – baseia-se em determinados princípios:

-         Condições Climatéricas: São um factor determinante da periodização, pois Matveiev baseou-se nas investigações de Hettinger & Muller e Prokop, para estabelecer períodos óptimos para alcançar a forma desportiva.

-         Calendário Competitivo: As competições mais importantes devem concentrar-se num período cuja duração não deve ser superior ao tempo de duração da forma desportiva dos atletas e antes, um número ideal de competições secundárias para o atleta aperfeiçoar a sua forma. Assim, a importância e dificuldade das competições deve aparecer ao longo da época de uma forma progressiva e crescente.

-         Leis Biológicas: Fundamentadas na teoria de Selye, estabelece diferentes fase para se atingir a forma desportiva – Desenvolvimento, Conservação e Perda – daí a existência de 3 períodos ao longo da época – Preparação, Competição e Transição.